Peixe em Lisboa


Começou mais uma edição do peixe em Lisboa e como tal não podia deixar de passar por lá.

O evento é mesmo muito interessante e vale muito a pena uma visita. Esta 10ª edição do Peixe em Lisboa ocupa o recuperado Pavilhão Carlos Lopes, no Parque Eduardo VII até dia 9 de abril, com várias demonstrações e provas gastronómicas.

10 restaurantes/chefes da grande Lisboa dão a provar os sabores de mar a todos os visitantes: O restaurante Alma, do conhecido chefe Henrique Sá Pessoa, distinguido com uma estrela Michelin na última edição do guia. O restaurante Boi-Cavalo, um pequeno restaurante “de culto” de Alfama, com a cozinha de Hugo Brito estará presente pela primeira vez. O Peixe em Lisboa volta a contar com um dos mais conceituados chefes de cozinha oriental em Portugal, Paulo Morais, com o restaurante Rabo d’Pêxe. Marcam ainda presença A Taberna da Rua das Flores, outro pequeno local de culto de Lisboa, do chefe André Magalhães; o Ibo, que proporciona sabores de gastronomia portuguesa e moçambicana, do chefe João Pedrosa; o Chapitô à Mesa, de Bertílio Gomes, um dos nomes mais sólidos da cozinha portuguesa; o Ritz Four Seasons Hotel Lisboa, com Pascal Meynard e a cozinha francesa com um toque de irreverência e risco; o Arola do Penha Longa, chefiado por Milton Anes, acaba de ser distinguido com uma estrela Michelin; o chefe Kiko Martins, autor de restaurantes como O Talho, a Cevicheria e d’O Asiático, e, por fim,  o Ribamar, de Sesimbra, de Hélder Chagas, o único restaurante que esteve sempre presente nas 10 edições do Peixe em Lisboa.

Mas nem só dos restaurantes vive o Peixe em Lisboa e ainda podemos assistir a várias provas e concursos, como a a Prova de Pataniscas no dia 3 de abril, a “ADN de Pasteleiro”, e o “O Melhor Pastel de Nata” no dia 5 de abril, também há tertúlias, harmonizações enogastronómicas, sessões de showcooking e acções de sensibilização para o consumo sustentável de peixe em colaboração com a Ciência Viva –“Peixe com Ciência” no dia 04 de abril.

Mas de tudo a parte que mais gostei confesso que foi conhecer os pequenos projectos que estão espalhados pelo espaço.

Encontrei por lá um dos meus mais queridos parceiros e que dispensa apresentações, o Arroz Bom Sucesso, que não me canso de recomendar pela sua qualidade, se lá forem passem pelo stand deles para conhecerem as novidades.

 

Um dos projectos que me chamou a atenção e que não conhecia foi oClick@lentejo, uma empresa que se dedica à venda online de produtos alimentares tradicionais do Alto Alentejo, nomeadamente de vinhos, cerveja artesanal, conservas, farinhas, mel, queijos, enchidos, azeitonas em conserva, azeites, vinagres, desidratados e doces, compotas e geleias. Aqui o objetivo é dar voz aos pequenos produtores, sendo mais um veículo para vender e divulgar o seu produto. Os produtos são confeccionados por artesãos locais devidamente certificados ou por microempresas que ainda recorrem a técnicas de outrora, seguindo sempre o lema “diretamente do produtor para o consumidor”.

Não muito longe está a Alga+ que se dedica à produção de macroalgas e produtos derivados em ambiente controlado e com certificação biológica e produção sustentável sob o conceito de aquacultura multi-trófica integrada (IMTA). A ideia aqui é associar o cultivo de macroalgas à aquacultura animal, beneficiando do excesso de nutrientes libertado nesses sistemas e contribuindo para a sustentabilidade do sector de produção aquícola.

Por lá também podemos encontrar a Terrius,  que recorrendo a processos de transformação simples, tais como a desidratação e elaboração de conservas naturais, preservando as características únicas das matérias-primas, leva os sabores e aromas originais do Alto Alentejo até todos nós. A lista é extensa e podemos encontrar desde cogumelos silvestres, farinhas de cogumelos, farinha de bolota, de maçã e de castanha, mostardas, pimentos, chuyneys, aromáticas e sal. Sem duvida uma marca a conhecer melhor.

Também não podia deixar de parar no Chocolate d’Odette, aquela montra maravilhosa fez-me logo alucinar e então quando provei o bolo de chocolate não sai mais dali. Recomendo vivamente que passem por lá, tem tartes, bolos, bombons, sobremesas e é tudo delicioso.

Por ultimo falo do projecto mais fofinho de sempre o Muita fruta. Este projecto pretende mapear, recuperar e cuidar das inúmeras árvores de fruto, privadas e públicas espalhadas por Lisboa, atribuindo-lhes valor enquanto património ambiental, cultural, social e económico. A ideia é  Cuidar das árvores da cidade, colher e distribuir os frutos por quem precisa, combater o desperdício, desenvolver a economia local, promover a educação ambiental e colocar Lisboa no mapa-mundo da fruta.